Raposa ‘mergulha’ na neve para caçar sua presa


O fotógrafo Steve Hinch registrou o momento em que uma raposa deu um “mergulho” na neve para caçar, no Parque Nacional Yellowstone, nos Estados Unidos

Segundo Hinch, o animal estava à procura de roedores

A raposa, afirma o fotógrafo, usa apenas a audição durante a caça

Ao escutar a presa se mover em túneis escavados na neve, a raposa faz seu movimento

“Enquanto eu observava, a orelhas da raposa se moviam para trás e para a frente, tentando achar a localização do roedor. Quando ela localiza, a raposa pula alto na neve e tenta prender a presa”, afirma o fotógrafo

Hinch diz que o predador conseguiu pegar uma presa e a devorou rapidamente assim mesmo, com a cabeça enfiada na neve

Fonte: Terra

Concurso de fotografia subaquática: Vencedores 2011


 Tobias Friedrich, foi o vencedor do concurso organizado pela Universidade de Miami. Confiram todas as fotos e participem enviando suas fotos na próxima edição.

Fonte: RSMAS

Lindas fotos da vida selvagem


“Me diga, oque você pretende fazer com um único e precisoso animal selvagem?” (Mary Oliverc)

Fonte: Stephen W Oachs

A natureza segundo as lentes do fotógrafo Tiago Vardanega


Tiago Vardanega, biólogo, Instrutor de mergulho, surfista. Compartilhou conosco uma de suas paixões, a fotografia. Vamos conhecer alguns momentos capturados por suas lentes! Veja + em seu Flickr

As mais incríveis imagens de aves em pleno vôo


Sejamos como os pássaros que, ao pousarem um instante sobre ramos muito leves, sentem os ceder, mas cantam! Eles sabem que possuem asas.
Victor Hugo

Fotos: Gerry Sibell

A natureza através das lentes do fotógrafo Octavio Salles + Entrevista exclusiva!


Estamos inaugurando mais um espaço em nosso site, a coluna Papo Verde!

Convidamos o fotógrafo Octavio Campos Salles para nosso bate papo inaugural!

Perfil: Durante 8 anos, Octavio organizou viagens de pescaria e ecoturismo rumo as águas escuras do Rio Negro, no coração da Amazônia. Nesses anos ele pôde conhecer intimamente o estilo de vida dos ribeirinhos e a verdadeira natureza intocada da maior floresta tropical do mundo.

A fotografia surgiu naturalmente, da vontade de registrar as belezas naturais dos locais remotos que visitava com frequência. Hoje Octavio trabalha full-time com fotografia, prestando serviço para revistas nacionais e internacionais, como Birder’s World, Eurobike e Terra da Gente entre outras.

Vamos juntos mergulhar no universo de Octavio Campos Salles

Como a fotografia começou a fazer parte de sua vida?

Foi uma transição gradual. Antes eu trabalhava organizando viagens de pesca esportiva em rios distantes da Amazônia, trabalhei quase 8 anos com isso. Aos poucos fui me interessando cada vez mais em fazer boas fotografias das paisagens, animais e culturas diferentes que via nessas viagens.

Por que escolheu a fotografia como profissão?

Não foi algo totalmente premeditado, as coisas foram acontecendo e quando vi já estava  trabalhando full time com fotografia. Mas algo que realmente abriu meus olhos pra profissão foi quando um fotógrafo da National Geographic, hoje meu amigo, Roy Tanami, foi fotografar com a gente uma reportagem de capa sobre as pescarias na Amazônia pra revista Wild On The Fly. Vi que aquela podia ser uma profissão muito boa.

Quais os principais quesitos para se tornar um bom fotografo da natureza?

Paciência e perserverança. Na natureza raramente as coisas são totalmente previsíveis. O assunto que você quer fotografar pode não aparecer naquele dia, a luz pode não estar boa, etc. Pra ser tornar um bom fotógrafo de natureza é primeiro necessário passar pela fase de “registro”, onde o fotógrafo sai fotografando tudo que vê, sem paciência de esperar, as vezes por horas, o momento ideal. A intenção, em boa parte das ocasiões, não é a de registrar a cena que você está vendo, mas sim a cena da forma que você vê. Essa é a grande diferença da fotografia pro video, a fotografia carrega emoção.

Qual a principal característica para haver integração entre o fotógrafo e o meio ambiente?

Acho que é preciso primeiro entender bem como aquele ecossistema funciona. Não basta, por exemplo, apenas saber identificar as aves se você está fotografando elas. É preciso entender suas relações com todas as outras variáveis ao redor: outros animais, plantas e frutos, temperatura, umidade, hora do dia, como e por que ela evoluiu pra ser o que é, etc. Quando começo a me sentir “em casa” e confortável com o meio ambiente ao redor, é aí que saem as fotos realmente boas.

Conte um pouco de seu interesse por temas ambientais. Quando começou? Quais suas principais preocupações?

Desde criança sempre fui muito atraído pela natureza e sempre soube que iria trabalhar com algo relacionado a ela. A pesca esportiva me levou a conhecer muitos locais distantes do Brasil e do mundo e com isso essa atração foi crescendo cada vez mais. Hoje minha principal preocupação é realmente com o desmatamento. Enquanto algumas ameaças praticadas no passado estão aos poucos melhorando, como a caça predatória e a captura de animais silvestres (pelo menos no SE!), outras continuam a todo vapor. É o caso do desmatamento na fronteira sul da Amazônia. O governo anuncia que o desmatamento está em queda, mas desconfio desses números. E mesmo se forem reais, ainda assim o desmatamento é absurdo. É ele que está causando esses períodos de seca super fortes que estamos vendo nos anos recentes. Outro grande problema ambiental ocorrendo hoje no Brasil, e com relativa pouca atenção dada pela mídia, é a pesca predatória tanto em água doce quanto salgada. Os mares do Brasil estão a um passo do colapso total pois não há controle algum sobre a pesca comercial. E quando isso acontecer toda a cadeia alimentar vai ralo abaixo. Na Amazônia muitas comunidades já passam fome pois não há mais peixe nos rios.

Como foi a experiência de viver na selva Amazônica?

Eu não diria que eu cheguei a viver lá, mas já passei sim muito tempo lá, em locais muito distantes das cidades e vivendo o dia-a-dia junto com os moradores locais ao longo dos anos. Posso dizer que foi uma experiência única, que me fez enxergar a vida de uma forma bem diferente, me fez entender bem a relação daquelas pessoas com a floresta e com seus ancestrais. É impressionante você ler relatos sobre índios no passado e ver que até hoje muitos desses conhecimentos milenares continuam na cultura do caboclo amazônico, talvez meio camuflados, mas continuam lá. São esses conhecimentos que permitem que eles sobrevivam na floresta. Você vê um lado humano mais primordial, que na nossa sociedade já está muito encoberto. É um outro tipo de cultura, muito mais antiga e arraizada que a nossa, que aliás hoje passa por um momento de extremo superficialismo. Essas experiências foram e continuam sendo tão marcantes que meu sócio de pescarias na época, e hoje amigo, Manuel Guiu, está escrevendo um livro sobre nossas viagens na Amazônia.

Já houve algum acontecimento inusitado em sua carreira de fotógrafo que gostaria de relatar?

Já sim, alguns. Um dos mais marcantes foi durante a expedição pra Serra do Aracá, uma cadeia de montanhas tepui no extremo norte do Brasil, um lugar praticamente desconhecido. Durante essa expedição em determinado momento tivemos que abandonar as canoas e seguir a pé pela floresta por vários dias. A comida era aquilo que nossos guias conseguiam caçar, já que não haviam rios grandes o suficiente por perto pra pescar. Como moradores locais, eles tem direito à caça por subsistência. No final de um dia inteiro andando com equipamento pesado nas costas a fome estava grande. Logo nossos guias encontram um grupo de macacos-coatá, muito abundantes lá. Dois tiros certeiros mataram dois indivíduos do grupo. Não vou mentir, parecem sim humanos. Comer carne de macaco pela primeira vez é bem estranho, mas mata a fome. O gosto? Não sei, a carne era muito dura pra sentir qualquer gosto.

Já correu algum risco para tirar uma foto?

Já fui quase mordido por uma cobra caninana na Mata Atlântica, enquanto fazia uma foto dela. Mas com certeza os maiores riscos que corri, provavelmente em toda minha vida, foram durante a expedição pra Serra do Aracá. Escalar pedras lisas em meio a cachoeiras íngremes, a mais de 5 dias de viagem da cidade mais próxima não é muito confortável. Nessa viagem encontramos uma anta nadando em um poço de um riacho. Ao me aproximar ela ficou bem brava e me ameaçando, até que uma hora partiu galopando em minha direção, com cara de poucos amigos. Deu tempo de fazer uma foto rápida e sair correndo dalí.

Quais as viagens inesquecíveis que fez com o intuito de fotografar?

Algumas pela Amazônia, como a pra Serra do Aracá. Outra viagem fantástica foi pra Lagoa do Peixe, no RS. É incrível ver aves frágeis que acabaram de chegar de jornadas épicas desde o Circulo Polar Ártico praticamente sem paradas até as águas rasas da Lagoa com o único intuito de se alimentar.

E qual o melhor momento fotografado?

Acho que foi uma foto que fiz dois meses atrás no Buraco das Araras, no MS, de duas araras-vermelhas brincando em pleno vôo. Infelizmente não posso ainda publicar essa foto por questões editoriais. Outras fotos inesquecíveis foram a da ave chamada formigueiro-do-caura, a qual foi a primeira foto conhecida da espécie e também do caburé-acanelado, uma corujinha muito rara fotografada na RPPN Parque do Zizo, em São Miguel Arcanjo.

Qual a foto da natureza que você ainda não fez – e gostaria de fazer?

Nossa, são muitas, é uma lista sem fim (e que espero nunca acabar!). Sonho em conhecer as ilhas Georgia do Sul e fotografar mais aves marinhas, como os albatrozes – adoro eles. Também quero explorar outros cantos distantes da Amazônia e quem sabe um dia fotografar uma onça-pintada escura, selvagem é claro.

Existe alguma espécie animal de sua preferência?

As aves sem dúvida. Tenho especial atração pelos albatrozes, corujas e tucanos.

Foi o 1º colocado no concurso Avistar / Itaú de aves brasileiras. Como foi esta experiência?

Foi muito bom, ver seu nome em 1º colocado de um concurso tão concorrido é muito gratificante, foi uma emoção enorme. Mas hoje não concordo mais com as regras impostas pelo Banco Itaú de manter todos os direitos patrimoniais da foto. Isso não acontece em nenhum grande concurso de fotografia no mundo e acredito que é questão de tempo pro pessoal do Itaú perceber isso também e mudar as regras. Com isso o banco ficaria com uma imagem mais atualizada e sensível às necessidades profissionais daqueles que fazem o concurso ser grande, os fotógrafos. Acredito que um grande concurso de fotografia deve ser uma parceria entre os fotógrafos e a organização, e não apenas uma forma barata de obter um banco de imagem. Pega mal entende? Enquanto as regras não mudarem, eu não participo mais, infelizmente.

Você tem algum hobby além das fotos?

Meu hobby número um, que acabou virando profissão depois, sempre foi a pesca esportiva, em especial a pesca com fly, mas hoje estou meio parado, a fotografia ocupa todos os espaços. Também gostava muito de surfar e mergulhar.

Qual a melhor palavra para definir seu trabalho?

Loucura? Hehe… não, acho que “Perserverança”.

Acredita em inspiração?

Minha inspiração é a natureza. Não há nada mais incrível, mas é preciso saber olhar.

Qual a foto que mais o emocionou?

A do meu filho com cerca de 2 meses, abraçanco um ursinho de pelúcia. Com foto relacionada a natureza eu gosto muito de uma foto preto-e-branco de uma samaúma enorme feita no Rio Caurés, na Amazônia. Ao meus olhos ela representa a grandiosidade da floresta.

Qual equipamento recomenda para quem quer iniciar?

Uma camera DSLR modelo de entrada da Nikon ou Canon, particularmente prefiro e uso Nikon, mas é gosto pessoal. Uma ou duas lentes adequadas ao tipo de fotografia que a pessoa pretende fazer… e o mais importante, muita prática e querer aprender, não só aprender o lado técnico mas, principalmente, aprender a treinar o olhar.

Quais são seus planos para o futuro?

Tenho me dedicado aos workshops de fotografia que faço tanto com clientes estrangeiros quanto brasileiros. No feriado de 12 de outubro vou estar ministrando um curso de edição e tratamento de imagens na Reserva Guainumbi, em São Luis do Paraitinga, pertinho de Ubatuba. Serão 4 dias fotografando e aprendendo todos meus segredos na edição de imagens, que é praticamente a segunda metada da fotografia digital. O primeiro curso foi um sucesso então estamos repetindo a dose. Aos interessados por favor visitem o site http://www.octaviosalles.com.br/workshops_tratamento.html ou ainda o meu blog em www.octaviosalles.wordpress.com onde sempre estou colocando novidades.

Aonde são publicadas as suas fotos? Nos fale de seus projetos atuais.

Algumas fotos são publicadas na revista Terra da Gente, outras em revistas de observação de aves no exterior, como a Birder’s World. Em breve também vou ter muitas fotos publicadas em uma edição especial da revista inglesa Travel Brazil Magazine. Um projeto mais imediato é o de fotografar onças-pintadas no Pantanal, na semana que vem aliás.

Qual é o seu recado para os leitores da Viverde Eco que querem começar a fotografar a natureza?

Nesse exato momento algo fantástico está ocorrendo lá fora e ninguém está fotografando, e não precisa ser longe não, no seu jardim ou num parque próximo já tem muita coisa pra ver e fotografar. É um hobby apaixonante.